História para Mudanças na tributação (histórico até 31/07/2025 22:13:49)

O que muda na prática?

Atualmente, o Brasil tem um sistema muito complexo de tributos sobre o consumo, que inclui:

  • ICMS (estadual),
  • ISS (municipal),
  • PIS/Pasep e Cofins (federais),
  • IPI (federal).

Cada imposto tem regras diferentes, gerando burocracia, cumulatividade e insegurança jurídica.

Com a reforma, esses tributos serão substituídos por:

Novo tributo

Quem arrecada

O que substitui

IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)

Estados e Municípios

ICMS + ISS

CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)

União

PIS + Cofins

Imposto Seletivo ("Imposto do Pecado")

União

IPI e outros tributos seletivos

Como será feita a transição?

A substituição dos tributos atuais será feita de forma gradual, entre 2026 e 2033:

  • 2026 a 2028: período de testes com alíquotas pequenas de CBS e IBS;
  • 2029 a 2032: extinção gradual de PIS, Cofins, ICMS e ISS;
  • 2033: só valerão os novos tributos (IBS + CBS + Imposto Seletivo).

 

Por que ela é chamada de “reforma do consumo”?

Porque ela altera a forma de tributar bens e serviços, ou seja, o consumo. Diferentemente da renda ou do patrimônio, que são outras bases de tributação, o consumo representa a maior parte da arrecadação no Brasil hoje.


Objetivos da reforma:

  • Simplificação: reduzir o número de impostos e padronizar regras;
  • Neutralidade: diminuir distorções entre setores;
  • Transparência: o consumidor verá quanto paga de imposto;
  • Fim da guerra fiscal: os impostos passam a ser cobrados no destino (onde se consome), não na origem (onde se produz);
  • Maior justiça tributária: consumo de luxo pagará mais (via Imposto Seletivo).

Impacto na emissão de NF-e/NFC-e:

Para empresas e sistemas emissores de nota fiscal, como o ACBr, será necessário:

  • Atualizar o leiaute do XML para incluir os novos tributos (IBS, CBS e Imposto Seletivo);
  • Adequar o cálculo e exibição dos impostos na nota;
  • Implementar as novas regras de validação e totalização.

Essas mudanças começaram a ser testadas em setembro de 2025 (homologação), com obrigatoriedade a partir de outubro de 2025, conforme já abordamos.

  

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